Edson Celulari com câncer: qual o tipo, causas e tratamento da doença do ator


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"Reuni minhas forças, meus santos, um punhado de coragem...coloquei tudo numa sacola e estou indo cuidar de um linfoma não- Hodgkin. Foi um susto mas estou bem, ao lado de pessoas amadas. A equipe médica é competente e experiente. Estou confiante, pensando positivo e com fé sairei deste tratamento ainda mais forte. Todo carinho será bem vindo. Obrigado."

O ator Edson Celulari foi diagnosticado com Linfoma não-Hodgkin, o mesmo tipo decâncer que acometeu o ator Reynaldo Gianecchini e a presidente Dilma Rousseff. A informação foi dada pelo colunista Ancelmo Góis do jornal O Globo.

Celulari, que tem 58 anos, afirmou à publicação que “foi um susto, mas estou bem e ao lado de pessoas amadas”.

Entenda que tipo de câncer é esse, quais são as formas de diagnóstico e tratamento e os fatores que influenciam na sua incidência.

Linfoma não-Hodgkin: câncer de Edson Celulari 

Em seu Instagram, Edson Celulari confirmou o tratamento do linfoma. Ele publicou uma foto em que aparece careca, possivelmente por conta da queda de cabelo motivada pela quimioterapia.

“Reuni minhas forças, meus santos, um punhado de coragem... coloquei tudo numa sacola e estou indo cuidar de um linfoma não-Hodgkin. Foi um susto, mas estou bem e ao lado de pessoas amadas. A equipe médica é competente e experiente. Estou confiante e pensando positivo. Com determinação e fé, sairei desde tratamento ainda mais forte. Todo carinho será bem vindo. #VidaQueSegue”, afirmou o ator na publicação.

O que é um linfoma? 

O linfoma é o surgimento de células malignas que se originam nos linfonodos (gânglios), muito importantes no combate às infecções. A doença atinge as células de defesa do organismo e a cura total só pode ser comprovada após cinco anos sem nova incidência do problema.

Sintomas

Tem como principal sintoma o inchaço indolor dos linfonodos, conhecidos popularmente como ínguas, que podem aparecer no pescoço, nas axilas ou na virilha. Também podem aparecer outros sinais como febre, suor (geralmente à noite), cansaço, dor abdominal, perda de peso, pele áspera e coceira.

Em que parte do corpo surge? 

Os linfomas não-Hodgkin acometem com maior frequência o sistema nervoso central, cérebro e medula espinhal, assim como a medula óssea. Pode ainda atingir linfonodos na pele (micose fungóide), próximos ao cotovelo, ao joelho e ao intestino, além de áreas próximas às amígdalas.

Outra forma da doença conhecida é o Linfoma de Hodgkin. Neste caso, os gânglios linfáticos aumentam de tamanho, segundo a Sociedade Brasileira de Cancerologia. Podem disseminar-se para o fígado e para a medula óssea, além do tórax.


A diferença entre os dois linfomas está na origem e na característica das células malignas que atingem o organismo do paciente. Outra diferença: o linfoma não-Hodgkin é muito mais comum do que a doença de Hodgkin; segundo a entidade, a chance de desenvolver a doença que acometeu Edson Celulari é aproximadamente cinco vezes maior.

Causas do linfoma não-Hodgkin 

De acordo com informações do Instituto Nacional de Câncer (Inca), as causas deste tipo de linfoma são variadas:

- Deficiência de imunidade: pessoas que têm a imunidade comprometida, seja por conta de doenças genéticas hereditárias, uso de drogas imunossupressoras ou infecção pelo HIV.  Portadores dos vírus Epstein-Barr, HTLV1, e da bactéria Helicobacter pylori (que causa úlceras gástricas) têm risco aumentado para alguns tipos de linfoma;

- Exposição a produtos químicos: exposição a certos agentes químicos, incluindo pesticidas, solventes e fertilizantes. Herbicidas e inseticidas também estão sendo relacionados ao surgimento de linfomas, de acordo o Inca. A contaminação da água por nitrato, substância encontrada em fertilizantes, parece aumentar os riscos para doença.

Quem pode ter

Segundo a Sociedade Brasileira de Cancerologia, é mais frequente em homens brancos; já o Inca afirma que o número de casos do linfoma não-Hodgkin praticamente duplicou nos últimos 25 anos, especialmente entre pessoas acima de 60 anos, por razões não esclarecidas.

Diagnóstico 

O diagnóstico pode ser feito com precisão através da biópsia de um linfonodo ou outro órgão envolvido, como osso, pulmão, fígado ou outros tecidos.

“O diagnóstico precoce do linfoma é o grande diferencial para se alcançar a cura, e o acesso ao melhor tratamento e exames é essencial para se chegar a este resultado", destacou o médico Jacques Tabacof, coordenador da Hematologia e Oncologia e membro do Comitê Científico Médico da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia, em entrevista ao Bolsa de Mulher.

Tratamento 

O tratamento dos linfomas é feito com radioterapia e quimioterapia. Há ainda a prescrição de medicamentos chamados de anticorpos monoclonais.

Em alguns casos pode ser necessário o transplante de medula óssea, especialmente quando o paciente não responde bem ao tratamento ou se já tem um doador compatível.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cancerologia, o índice de cura dos linfomas não-Hodgkin é de menos de 25%. Já a doença de Hodgkin, quando diagnosticada inicialmente ou nos casos de reincidência, apresenta sucesso no tratamento em cerca de 75% dos pacientes.

 


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